PERFECT SINNERS HELLOWEEN BRAZIL
Bem-Vindo ao fórum PERFECT SINNERS dedicado a banda HELLOWEEN.
Caso você ainda não seja registrado no fórum registre-se, registrando-se você terá acesso livre a todas as áreas do fórum. Mas se você já estiver cadastrado no fórum efetue o login.
------------------------------------------------------
Welcome to the forum PERFECT SINNERS, dedicated to HELLOWEEN.
If you are not registered on the forum register, by registering you will have access to all parts of the forum. But if you are already registered on the forum please login.



 
P.O.R.T.A.L -InícioInformaçõesBuscarRegistrar-seMembrosLoginFAQGrupos

Novo Tópico   Responder ao tópicoCompartilhe | 
 

 Entrevista do Deris para o site Rockpage.gr

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Ir em baixo 
AutorMensagem
Weikaf
Helloween Brasil Forum


Número de Mensagens : 193
Idade : 31
Localização : Porto Alegre
Reputação : 0
Data de inscrição : 28/07/2007

MensagemAssunto: Entrevista do Deris para o site Rockpage.gr   Sab Dez 01, 2007 10:53 pm



Rockpages — “Gambling With The Devil”, obviamente, não é um álbum conceitual. Os temas das músicas são tão distintos uns dos outros que dá a impressão que o álbum tem como principal característica a variedade de estilos. Por exemplo, há faixas que vão na sonoridade do “The Dark Ride”, outras que poderiam estar em “The Legacy”. O que você pensa acerca disso?

Andi Deris — Mais ou menos, este não é um álbum conceitual. Tentamos colocar em cada uma das faixas o tema ‘Jogando com o Demônio’ [N. do T.: tradução literal para ‘Gambling With The Devil’], mas ‘Jogar com o Demônio’ é perder. Temos toneladas de ‘jogatinas’, por exemplo quando você diz que ama a sua garota mas, mesmo assim, sai com outras — você está jogando com o demônio. Ou mesmo toda essa merda de política. Há tantos meios de se jogar com o demônio em sua vida que é fácil compor um álbum sobre isso. Mas você está certo em tudo que mencionou.

Rockpages — Desde a primeira vez que ouvimos “Gambling With The Devil”, ficamos maravilhados com a faixa “Heaven Tells No Lies”. Pessoalmente, acredito que essa foi uma das melhores faixas já compostas pelo HELLOWEEN, uma faixa que remete muito à era dos “Keepers...”, incluindo o “The Legacy”. Este clássico saiu naturalmente ou houve alguma motivação especial para compor uma faixa tão legal após todos esses anos? E, em geral, qual foi a inspiração para o álbum todo?

Andi Deris — Foi a energia que infectou nossas mentes durante a última turnê. Tantas pessoas gostaram de ‘The Legacy’, percebíamos isso no palco e também com as pessoas que conversávamos, que diziam o quanto tinham gostado do disco. E isso trouxe muita energia à banda. Então, todos pegaram essa nova confiança e esse sentimento de quebrar tudo. Lembro-me que em diversas ocasiões, ainda no ônibus da turnê ou mesmo no hotel, quando Markus ou Sascha ou mesmo eu fazíamos assim: ‘venha cá e ouça essa idéia nova minha’. Gravávamos todas as nossas idéias nesses programas novos, mesmo durante a turnê. Algo que nunca havia acontecido antes. Talvez seja essa a razão pela qual fomos capazes de entrar em estúdio tão rapidamente. E não rolou nada como se quando voltássemos da turnê teríamos um descanso profundo como se sequer conseguíssemos nos mexer... não, todos foram para o estúdio e começaram a gravar novamente.

Rockpages — Você quer dizer que muitas das idéias de “Gambling With The Devil” surgiram durante a turnê de “The Legacy”?

Andi Deris — Muitas idéias, não faixas completas, mas muitas idéias. E em termos líricos, por exemplo, pensei que ‘As long as I fall, I don’t hit the ground as long as I fall I’m safe and sound’. Adorei essa sentença! E já tinha essa melodia na cabeça há uns sete ou oito meses, quando voltei para casa. Então, compus essa música a partir disso. Depois que a compus tive o mesmo sentimento da primeira vez que a criei... foi algo como ‘que legal, vou fazer algo com isso’. Lembro-me que certo dia liguei para o Markus e disse: ‘ei, o que você está fazendo?’ — e ele disse: ‘bem, estou no estúdio’. E eu respondi: ‘quer saber, também estou no estúdio’ [risos]. Dois meses depois da turnê todos já tinham um CD para que pudéssemos ouvir as idéias de cada um. Muitos já tinham músicas quase completas. E isso dois meses depois da turnê!

Rockpages — Como vocês chegaram à escolha de que “As Long As I Fall” seria o primeiro single, pois há faixas muito melhores no álbum, em nossa opinião.

Andi Deris — É sempre algo que a gravadora fica se perguntando: ‘que faixa vocês acham que podem trazer para entrar na lista TOP 40 das rádios?’ E neste álbum há apenas umas duas ou três músicas que eu acredito que poderiam ser nosso primeiro single. Podia ser ‘As Long As I Fall’, ‘Final Fortune’ ou talvez ‘I.M.E’. Então, essa escolha fica por conta da gravadora. Um single sempre é algo que eles têm que promover da melhor maneira possível. Se você pega uma faixa como ‘Kill It’ ou ‘Paint A New World’, por exemplo, são músicas que rádio alguma no mundo tocará.

Rockpages — Por que não “Fallen To Pieces”?

Andi Deris — Ela é muito longa e complicada. Acho que nenhum DJ entenderia essa música, você tem que estar no mundo mais rock para entender essa música. Depois do segundo refrão, há muitos altos e baixos, e depois ela fica bem speed metal. No geral, ela é bem difícil. A menos que nos a rearranjemos para o formato de um single, tirando todas aquelas partes mais metal e deixando-a mais como uma balada. Então, talvez funcionasse como um single, mas do jeito que está, um DJ não a tocaria em qualquer rádio que fosse.

Rockpages — A relação da banda com Kai Hansen parece ser muito sadia atualmente. O HELLOWEEN tem uma grande e forte formação, o que deixa claro que uma reunião não é necessária. Por outro lado, o fato de o HELLOWEEN e o GAMMA RAY estarem juntos em turnê faz com que as pessoas ponderem se o próximo passo não seria Kai retornar ao grupo como um sexto membro, como o IRON MAIDEN fez, por exemplo. Isso já chegou a passar pela cabeça de vocês?

Andi Deris — Antes de mais nada, nossa relação com Kai sempre foi muito boa. Apenas agora temos a chance de mostrar isso ao público. Nossas salas de ensaio, que ficam em Hamburgo, são cerca de 15 metros de distância uma da outra. Já tiramos fotos delas e os fãs continuam a não acreditar. Agora, quanto à volta de Kai, sempre há especulações. Pessoalmente, diria que isso não acontecerá porque o Kai deixou a banda por conta do estresse excessivo. E já posso imaginar que Kai estará completamente fodido e estressado depois dessa turnê, porque ele está tocando em praticamente todos os shows do HELLOWEEN nessa turnê mundial. Já posso imaginá-lo completamente destruído depois dessa turnê. É demais para ele, eu sei que ele não gosta de sair em turnê. Uma das razões para que ele deixasse o HELLOWEEN foi esse estresse excessivo. Então, não consigo vê-lo voltando à banda atualmente, em que há ainda mais estresse do que na década de 80. Hoje em dia, a turnê mundial é ainda maior. Talvez como um músico convidado e tal, mas não como um membro fixo de uma banda que viaja o mundo. Eu o conheço um pouco...

Rockpages — Kai junta-se ao HELLOWEEN nessa turnê, algo que para alguns fãs é como um sonho se tornando realidade. Você poderia nos dizer quantas músicas tocarão juntos no palco?

Andi Deris — Acho que será diferente de um lugar para o outro, será entre duas e quatro músicas diferentes. E talvez alguns de nós diremos um ‘olá’ durante o show do GAMMA RAY e eles dirão um ‘olá’ durante o show do HELLOWEEN. Por exemplo, haverá lugares pequenos com capacidade para duas mil pessoas, o que significa que será um show curto. Então, de repente podemos entrar no palco do GAMMA RAY, o que pode chegar a umas oito ou nove pessoas no palco, o que será bem perigoso. Queremos oferecer dois grandes shows. Isso será algo que discutiremos com cada promotor de shows.

Rockpages — Como você vê a evolução do Heavy Metal? Você acredita que o músicos de Metal deveriam tentar incluir novos sons nunca tentados outrora ou as coisas deveriam continuar como são?

Andi Deris — Até onde me lembro, o que começou como Hard Rock foi ficando mais e mais pesado, e devagar tornou-se o Heavy Metal que conhecemos atualmente. Foi a única música que, na verdade, evoluiu, que combinou diversos estilos diferentes, o que é sempre bom para deixá-lo novo e cheio de surpresas. Então, olhando para as raízes do Metal, você tem que experimentar, especialmente se isso deixar o som mais pesado. Se você tem uma idéia que deixará o som ainda mais brutal, mas em uma mesma direção que você gosta ou gostaria de apresentar a seus fãs, o Metal e o Rock são os estilos que sempre permitiram isso. Sei que há muitas pessoas por aí que gostariam que tudo tem que ser sempre a mesma coisa, mas não acho isso certo. Não digo para mudar o estilo completamente, mas algumas vezes essas pessoas deveriam se deixar envolver por novos sons e direções. Hoje em dia algumas pessoas parecem estar presas em uma bolha do tempo, não querem ver sequer uma pequena mudança. E ainda falando sobre essas pequenas mudanças, como introduzir novos instrumentos ou arranjos diferentes em algumas canções. Mas as raízes permanecem as mesmas, não vamos mudar da guitarra elétrica para o piano elétrico, apenas usar alguns novos elementos no som e combinações. Isso não significa que você vai trair o Metal como algumas pessoas costumam dizer, por que quem trai o Metal? Essa é a coisa mais estúpida que já ouvi na vida e isso veio do Max Cavalera [ex-SEPULTURA, atual SOULFLY]. “O HELLOWEEN traiu o Metal”. E isso porque temos múltiplos discos de platina e ouro. Você recebe isso porque as pessoas adoram o que você faz. E isso significa que você está traindo o Metal? Só que mais tarde, o Max também recebeu um disco de ouro com o SOULFLY, e agora ele também traiu o Metal! E nós não dissemos sequer uma palavra a respeito disso.

Rockpages — O que você acha do público mais jovem se aproximar da música do HELLOWEEN e no Heavy Metal em geral? Você já está nessa banda há mais de uma década e já viajou ao redor do mundo todo. Nos último dois ou três anos, você tem percebidos rostos mais jovens na platéia? Se a resposta for positiva, você acha que isso se deve porque a música do HELLOWEEN se deixou envolver por novos elementos? Se não, qual o problema então?

Andi Deris — Desde que lançamos o ‘The Dark Ride’ que temos vistos garotos de 14 ou 15 anos e isso se deve porque nossos fãs mais antigos têm entre 35 e 40 anos, que agora são pais que vão aos shows com seus filhos. Então, agora temos duas gerações de fãs, o que eu adoro, é demais! Isso significa que há futuro. ‘The Dark Ride’ nos abriu diversas portas para essa nova geração, mas muitos fãs mais antigos não o entenderam. Mas também houve fãs antigos que gostaram. No geral, levou tempo para que as pessoas o entendessem. Na verdade, estávamos no meio de uma merda de administração empresarial, e se este álbum não tivesse vendido bem estaríamos em sérios problemas. Felizmente, tínhamos um bom single rolando com ‘If I Could Fly’, que chegou ao primeiro lugar em diversos países.

Rockpages — No fim da sua carreira, o que você gostaria de olhar para trás?

Andi Deris — Certamente, diria que não gostaria de olhar para os ‘baixos’ da nossa carreira. Mas de novo, quando você tem essas fases ruins é quando tem a oportunidade de se divertir com os altos. Se você só está lá em cima não pode mesmo aproveitar tudo, é chato demais. Eu, pessoalmente, gosto de olhar para trás e não me arrepender de nada. Mesmo das coisas negativas, pois elas nos fazem aproveitar as coisas positivas. Certamente que não gostaria de me ver caindo de novo, como já estive no passado. Por outro lado, agora estou sentado aqui e feliz por ter passado por tudo isso. Não há nada de errado com os ‘altos’ e ‘baixos’.

Rockpages — Então, quando foram os “baixos” do HELLOWEEN?

Andi Deris — Houve alguns. Por exemplo, o último momento bem baixo que tivemos aconteceu com as intrigas geradas por Roland [Grapow, ex-guitarrista] e Uli [Kusch, ex-baterista], que de repente começaram a ver fantasmas e inimigos na banda que, na verdade, não existiam. Hoje em dia, todo mundo pode ver o que aconteceu porque mudamos de empresários, pegamos um empresário pessoal, e de repente havia uma banda de novo. Então, os inimigos não estavam na banda, mas ao redor dela. Mas Roland e Uli acreditavam que eu, Markus e Weiki estávamos traindo-os, que estávamos roubando-os e que só nós três decidíamos a respeito das músicas. Havia muitas pessoas ao redor da banda que falavam demais e eles foram tolos demais e acabaram acreditando. Sobretudo o Weiki, que passou por umas boas por causa das merdas que foram ditas a seu respeito. Lembro-me que fiquei hospitalizado no México — por conta de um resfriado — e quando voltei, Markus e Weiki decidiram não continuar mais com os dois. Isso foi em 2002. Esse foi um dos lados ruins, quando uma família se separa. Mas sem isso não entenderíamos o lado bom que temos agora.


Última edição por em Sab Dez 01, 2007 11:29 pm, editado 1 vez(es)
Voltar ao Topo Ir em baixo
Ver perfil do usuário http://aribas.blog.terra.com.br/
Weikaf
Helloween Brasil Forum


Número de Mensagens : 193
Idade : 31
Localização : Porto Alegre
Reputação : 0
Data de inscrição : 28/07/2007

MensagemAssunto: Re: Entrevista do Deris para o site Rockpage.gr   Sab Dez 01, 2007 11:00 pm

Esta era a entrevista que eu estava traduzindo, hoje entrei no site do Whiplash e descobri que alguém já havia traduzido, então só copiei e colei aqui (y)

Nesse entrevista tinha a seguinte observação:

"(Nota do editor: um pequeno trecho desta entrevista já foi publicado anteriormente)"

O trecho era este:

Rockpages: A relação entre a banda e Kai parece bem saudável hoje em dia. O HELLOWEEN tem um estilo forte, o que deixa claro que não há necessidade de uma reunião. Por outro lado, o fato do HELLOWEEN e do Gamma Ray estarem em turnê juntos faz as pessoas se perguntarem se o próximo passo será a volta de Kai e o HELLOWEEN formar uma banda com seis membros assim como o Iron Maiden. Isso já passou pela sua cabeça ou isso seria possível um dia?

Andi: "Primeiro, nossa relação com Kai sempre foi saudável, só que agora nós temos a chance de mostrar isso ao público. Nossos estúdios para ensaios em Hamburgo (Alemanha) são a 15 metros um do outro, nós até tiramos fotos deles, mas ainda assim ninguém acreditou. Pessoalmente, eu diria que isso não aconteceria simplesmente porque Kai deixou a banda por causa do stress, e eu posso imaginar que ele vai estar completamente ferrado e estressado depois dessa turnê, porque ele está tocando em quase todos os shows da turnê mundial do Helloween, e ele vai estar destruído no final. É demais para ele, eu sei que ele não gosta de turnê, uma das razões para deixar o Helloween. então, eu não o vejo voltando ao HELLOWEEN agora, quando há mais stress do que nos anos 80. Agora a turnê mundial é bem mais longa, então eu não imagino que isso possa acontecer, talvez somente como um convidado e não como um membro fixo de uma banda que está viajando pelo mundo todo. Eu o conheço um pouco....
Voltar ao Topo Ir em baixo
Ver perfil do usuário http://aribas.blog.terra.com.br/
R.O.D
Admin


Número de Mensagens : 7608
Idade : 25
Localização : São Paulo/SP
Reputação : 36
Data de inscrição : 28/07/2007

MensagemAssunto: Re: Entrevista do Deris para o site Rockpage.gr   Dom Dez 02, 2007 2:06 pm

muito boa a entrevista
vlw ariel

---------------------------------------------------------------------------


Palmeiras - Campeão do Século XX
Voltar ao Topo Ir em baixo
Ver perfil do usuário http://www.helloween-brasil.com
Conteúdo patrocinado




MensagemAssunto: Re: Entrevista do Deris para o site Rockpage.gr   Hoje à(s) 11:49 pm

Voltar ao Topo Ir em baixo
 
Entrevista do Deris para o site Rockpage.gr
Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Voltar ao Topo 
Página 1 de 1

Permissão deste fórum:Você pode responder aos tópicos neste fórum
PERFECT SINNERS HELLOWEEN BRAZIL :: - HELLOWEEN - :: Helloween World :: Noticias-
Novo Tópico   Responder ao tópicoIr para: